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Em 2026, o ESG deixa de ser pauta periférica no live marketing e passa a influenciar decisões concretas. Nesse cenário, torna-se claro que ele não pode ser tratado como responsabilidade exclusiva de um elo da cadeia.

Experiências mais responsáveis exigem decisões igualmente responsáveis ao longo de todo o processo, desde o briefing até a contratação, passando por planejamento, execução e relacionamento com fornecedores.

O setor de live marketing já avançou em pontos importantes, mas esses avanços ainda convivem com desafios estruturais que só podem ser enfrentados de forma conjunta.

Onde o live marketing já avançou 

Nos últimos anos, o setor começou a incorporar práticas mais conscientes em sua operação. O uso mais racional de materiais, a busca por reaproveitamento de estruturas e a redução de descartáveis passaram a fazer parte do planejamento de muitos projetos.

Também houve avanço em protocolos de segurança, conformidade legal e organização operacional, especialmente em eventos de maior porte. 

Temas como diversidade e representatividade deixaram de ser invisíveis e passaram a integrar, ainda que de forma desigual, as discussões estratégicas.

Todos esses movimentos confirmam que há intenção, aprendizado e evolução em curso.

Onde ainda precisa avançar 

Ao mesmo tempo, persistem práticas que entram em conflito direto com qualquer agenda ESG consistente. A informalidade na cadeia de trabalho, a pressão por prazos inviáveis e a ausência de previsibilidade seguem sendo desafios relevantes.

Em muitos casos, decisões tomadas sob forte pressão comercial acabam comprometendo as relações, a qualidade de entrega e a sustentabilidade operacional. 

Concorrências excessivamente amplas, escopos pouco claros e mudanças constantes de rota fragilizam qualquer tentativa de planejamento responsável.

Outro ponto crítico é a falta de critérios claros e rastreáveis na escolha de fornecedores e parceiros. Sem processos transparentes, não há como comprovar impacto, apenas comunicar intenção.

ESG como construção coletiva 

O avanço real do ESG no live marketing acontece quando marcas e agências reconhecem que fazem parte do mesmo sistema. Briefings mais claros permitem planejamentos mais responsáveis. Planejamentos mais responsáveis criam execuções mais sustentáveis. E execuções mais sustentáveis fortalecem reputação, resultados e relações de longo prazo.

Não se trata de apontar falhas, mas de elevar o nível de maturidade do setor. ESG deixa de ser um diferencial isolado e passa a ser um reflexo direto da qualidade das decisões tomadas ao longo de todo o processo.

A questão é que experiências mais responsáveis não nascem apenas de boas intenções, mas de escolhas compartilhadas e sustentáveis desde o início.